Montmartre é um bairro que fica num dos pontos altos de Paris, em uma colina ao norte, no 18° arrondissement. Além da vista linda de Paris, é um bairro icônico e muito frequentado por turistas por seu ser bucólico e charmoso. Além disso, o filme de Amélie Poulin trouxe um imaginário novo ao bairro e fez muitos sonharem com a Montmartre da Amélie !

 

O Bairro da Butte Montmartre

La Butte Montmartre é totalmente Bobo (boêmia-burguesa), mas tem seu canto chic também. Não muito longe dos pontos hyper turísticos de Montmarte (a Place du Tertre), a mudança de atmosfera é imediata, é um pequeno enclave com casas e ruas privativas, como a Villa Léandre. Por pouco quase pensamos que estamos numa cidadezinha do interior e não em Paris.

Até vinhedos tem … no Clos de Montmartre, na esquina da rue de Saules e da rue Saint-Vincent. Se estiver em Paris em inicio de outubro aproveite para participar das Vendanges (colheitas) de Montmartre, além de uma série de outras programações nos arredores !

A rua que esta cada vez mais “branchée” é a rue des Abesses, com várias lojas bacanas que se instalaram por ali, misturadas às lojas de alimentação do bairro, além de vários restaurantes.

 

Roteiro turísticoMetrô Blanche

A visita ao bairro começa, em geral, na saída do metrô Blanche e não podemos deixar de mencionar, claro, um ponto muito turístico, que reflete a presença de cabarés da região vizinha Pigalle … O mais conhecido deles é o Moulin Rouge, que fica no boulevard de Clichy. Em geral, o caminho dos turistas é subir a rue Lepic, que retrata de alguma forma uma rua tipicamente parisiense, com comércios de vários tipos. Essa rua é particularmente conhecida pela presença do café da Amélie, no numero 15 da rua. O seja, se quer ver os turistas em algum lugar, passe por essa rua e entre nesse café, que se chama Café des Deux Moulins !

Andando um pouco mais, pela rue des Abesses, chega-se na pracinha do mesmo nome para visitar um cantinho romântico, com o celebre “Mur des Je t’aime” (Muro dos Eu Te Amo), com essa frase traduzida em mais de 300 linguas.

A partir daí, pode-se subir até a basílica de várias maneiras, sendo a de bondinho a mais clássica (chamado de “funiculaire”). Afinal, quem já não pegou um bondinho pelo menos uma vez ? Mas, logo ao lado tem as escadarias, para os mais esportivos !

O ponto culminante de Montmartre é a Basílica de Sacré-Coeur, que juntamente com a “Place des Tertres”, são os dois pontos mais visitados pelos turistas no bairro, com seus pintores de rua, os retratistas e o cafés em volta da praça.

Para visitar o bairro, sempre tem a opção do trenzinho …

Restaurante

Um dos restaurantes mais conhecidos e icônicos desta região é o Le Moulin de la Galette (83, rue Lepic – www.lemoulindelagalette.fr), situado no pé de um moinho antigo cujo jardim retratado por pintores como Renoir e Van Gogh em quadros famosos ! A decoração interna é bonita e a cozinha gostosa. Apesar de ser um lugar bem turístico, mantém um charme.

 

 

Circuito dos Parisienses – via Metrô Lamarck-Caillancourt
(ou, no sentido inverso o metrô Anvers)

 

Como em várias cidades históricas, existem circuitos paralelos frequentados pelos locais. La Butte, como é chamada, é totalmente “BoBo” (boêmia – burguesa), mas tem seu canto chic também. Essa região tem cada vez mais se “gentrificando”. Você vai reparar que a mudança de atmosfera é imediata, saindo dos roteiros, as ruas alternativas são vazias.

Chegando pelo metrô Lamarck-Caillancourt:

Você está ao pé de 2 ladeiras com subidas e escadas charmosas, como as da praça Constantin-Pecqueur ou as do square Caillancourt .

Sobe-se até a avenue Junot que leva a um pequeno enclave com casas e ruas privativas, como a Villa Léandre. Por pouco quase pensamos que estamos numa cidadezinha do interior e não em Paris.

 

Restaurantes

Um ótimo restaurante é o Marcel, no 1 villa Léandre, onde as mesas são concorridíssimas nos brunchs de domingo. Um dos lugares mais descolados de Montmartre (www.restaurantmarcel.fr).

 

Para os que procuram um lugar autêntico, o Bistrôt à Vins Aux Négociants (27, Rue Lambert) é um restaurante rústico, popular e típico, com seus “habitués”, como em outras épocas o fotógrafo Doisneau, que foi um frequentador assíduo. Pergunte ao chef o melhor do dia e deixe-se encantar com sua deliciosa cozinha, o “foie gras” feito com vinho branco é uma excelente pedida !

 

 

Indo um pouco mais longe, andando pelo bairro permite de descobrir várias ruas e ruelas antigas e típicas, com escadarias longas e românticas, ou pracinhas arborizadas. Um exemplo é ir até a praça Dalida (onde morou a cantora franco-egipcia, icône francesa), ou seguir pela rue Norvins:

Vinhedos de Montmartre

Até vinhedos tem em Montmartre, com colheitas e vinho ! passe no Clos de Montmartre, na esquina da rue de Saules e da rue Saint-Vincent para conferir. Se estiver em Paris em inicio de outubro aproveite para participar das Vendanges de Montmartre, além de uma série de outras programações nos arredores ! Confira o site oficial desta festa: www.fetedesvendangesdemontmartre.com

Contornando a Basílica e cruzando a rue Lamarck, sugerimos que desçam as escadarias da rue Paul Albert (em vez de subir …), muito mais charmosas, com casinhas, arvores e bem menos turistas :

Restaurantes

Logo embaixo tem um restaurante super simpático no verão que é o L’Eté en Pente en Douce. Informal para uma paradinha depois de tanto andar ! –8 Rue Paul Albert, 75018 Paris – http://parisresto.com

 

 

Se quiser andar mais um pouquinho, tem um outro restaurante muito descontraído e gostoso em andares, o Les Floors, que tem excelentes hamburgers e um de seus best-sellers s é o fish & chips. Como dá para perceber, têm uma influência inglesa e americana ! (2, rue Poulet 75018)

 

 

 

O Marché Saint-Pierre

Descendo em seguida a Rue Ronsard, voce chega no Marché Saint-Pierre, que é um mercado onde se encontra tecidos de todas as marcas e estilos, a preços muito interessantes. O mercado-loja mais conhecido é o Dreyfus. Em volta, nas rues d’Orsel ou Livingston, tem todo um com comércio de tecidos e produtos de acabamento (botões, fitas, plumas, lantejoulas …).

Lojas e restaurantes

Em seguida, encontra-se a rua que está cada vez mais “branchée” que é a rue des Abesses, com várias lojas bacanas que se instalaram por ali, misturadas às lojas de alimentação do bairro, além de vários restaurantes. Um pouco como um “novo” Marais, pelas lojas… Mas tem que saber onde parar.

Se quiser tomar um café ou comer num restaurante simpático com um mix de locais no estilo boêmio, escolha o agitado Bistrôt Sancerre (33, rue des Abesses), no estilo Brasserie, tradicional mas bem frequentado !

Outra opção, é o bar e café bacana é o Zèbre à Montmartre, na esquina da rue des Abesses e Lepic, bem “branché” … como dizem os parisienses !

 

 

Ou ainda, Le Coq Rico do chef Westerman, um pouco mais gastronômico e que é especializado em “volailles”, ou seja, frangos e outras aves e, em particular, em pratos com ovos orgânicos. (98, rue Lepic)

 

 

Mas, se procura lugares frequentados por locais, ande um pouquinho mais e, nesse caso, sugerimos os seguintes restaurantes:

Les Miroirs (96, rue des Martyrs – Tel.: 01 46 06 50 73) é um pequeno bistrôt sempre cheio e animado, com uma decoração moderna e despretenciosa, cujo chef é um ex-Ducasse e os “sommeliers” vieram do Lavinia e do La Tour d’Argent. A rue des Martys é bem “branché”, com vários pequenos restaurantes com um toque gastronômico, mas acessíveis.

 

 

 

O Guilo Guilo (8, rue Garreau Tel.: 01 42 54 23 92) é um dos restaurantes melhores japoneses de Paris, mesmo se um pouco confidencial… O espaço é pequeno e o chef Edakuni fica no balcão. Assim, reserve com muita, mas muita antecedência, pois é um dos japoneses mais procurados de Paris.

 

Outro restaurante bem cotado é o tradicional e simpático Le Progrès, que é franco-argentino, onde come-se bem e está sempre cheio com locais tarde na noite, num carrefour estratégico em Montmartre (7, Rue des Trois Frères, Tel.: 01 42 64 07 37)

 

 

 

Um pouco adiante tem o Doudingue (24, rue Durantin – Tel.: 01 42 54 88 08), gostoso, bem frequentado, com decoração muito bacana e um bar simpático.

O Bradhildo também é bom ou, para um drink, ir no 16 Tholozé (16, rue Tholozé) ou no Studio 28 (10, rue Tholozé). Para uma pizza, aliás muito boa, ir direto ao Alice Pizza (4, Rue Dancourt).

 

 

 

 

Hotel

Um dos hotéis mais bacanas de Montmartre é o Terrass Hôtel, que tem um restaurante no “rooftop” que está sempre nos Top 5 dos terraços com uma das mais lindas vistas de Paris, tanto de dia como de noite (ainda mais romântico).

Agora sim, que seja como turista ou como local, Montmartre merece uma visita mais aprofundada, ou varias visitas. Ou faça como eu, escolha um restaurante bacana e depois, passeie como os franceses, flanando pelas ruas, as dos “sem turistas”, né !

O Hôtel Particulier é uma referência “bobo” do bairro e faz parte desses pequenos hotéis, confidenciais, um pouco fora do circuito e totalmente design, hype e alternativo, num prédio com suites que foram decoradas por Morgane Rouseau. Além disso, tem um jardim pra lá de gostoso, feito por Louis Benech que foi quem refez os Jardins des Tuileries. O Restaurant Le Mandragore é bem intimista com o Chef Thibaut Spiwack e o bar Le Très Particulier é bacana, principalmente durante a primavera, pois tem algumas noites bem agitadas com DJ, mas tem que ter a senha para entrar (23, avenue Junot, Pavillon D – http://hotel-particulier-montmartre.com)

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